O ORÇAMENTO GLOBAL COMO INSTRUMENTO DE PLANEJAMENTO E CONTROLE NAS MÉDIAS E PEQUENAS EMPRESAS DE AÇAILÂNDIA.

Marcos Antonio Silva Camelo
Administrador de Empresas

Uma abordagem concisa do orçamento global, seus principais instrumentos de planejamento e controle como também dados estatísticos sobre sua utilização nas pequenas e médias empresas de Açailândia.

Partindo do pressuposto lógico, que liberação econômica é um fator presente e real e que a empresa sobrevive num cenário de incertezas e mutações micro e macroeconômicas, onde a dinâmica dos negócios está vinculada ao avanço crescente da tecnologia e ao aprimoramento dos recursos humanos, físicos e materiais, o Orçamento Global surge como o instrumento disciplinador das atividades econômico-financeiras, estabelecendo normas e procedimentos que irão regulamentar a organização, evitando que a mesma seja conduzida ao acaso sem o mínimo de planejamento e controle possível, sobrevivendo unicamente dos impulsos de seus fundadores e visionários.
Toda empresa precisa de apresentar um programa orçamentário para que possa ter um bom funcionamento, variando apenas no grau de detalhamento, em função de suas necessidades, porte e tipo, pois os mesmos são instrumentos de ação, onde auxiliam e orientam o processo de tomada de decisão.

De acordo com essas necessidades elaborei minha monografia de conclusão do Curso de Administração de Empresas sobre este tema, "Orçamento Global como Instrumento de Planejamento e Controle nas médias e pequenas empresas de Açailândia", com o objetivo de fazer um levantamento da utilização, aplicabilidade, e desempenho, mostrando sua importância e proporcionado um modelo que se adapte as estruturas destas empresas.

Esse trabalho foi desenvolvido com base em questionários, os quais foram aplicados juntamente com entrevistas a um determinado percentual de empresários, diretores, gerentes e supervisores das pequenas e médias empresas de Açailândia. Sendo utilizado uma amostra de 82 (oitenta e duas) empresas incluindo pequenas e médias, em várias partes na cidade. Dentre estas foram selecionadas 56 (cinqüenta e seis) empresas comerciais, 16 (dezesseis) prestadoras de serviço e 10 (dez) industrias. Podemos observar o resultado através dos gráficos a seguir:


Como podemos observar a situação das empresas de Açailândia é preocupante, pois em geral 75,6% das empresas não utilizam o planejamento e controle. Este resultado demonstra a existência de uma grande vulnerabilidade administrativa, ocasionado assim um dos principais problemas das empresas de nossa região, colocando-as a mercê do mercado sem nenhum preparo para superar os eventuais obstáculos (mercado, concorrência, preço de venda, projeções futuras e etc). Observamos também, que a situação das empresas comerciais não é muito diferente do quadro geral, e que o setor industrial é o mais estabilizado chegando ao índice de 50 % das empresas, já o setor de prestação de serviços é o mais precário, pois de todas as empresas pesquisadas , nenhuma se quer utiliza o programa orçamentário, apesar de ser considerado um setor novo em nossa região se comparado com os outros setores é inadmissível por parte de nós administradores um fato como esse.

Outro fator interessante que podemos analisar no gráfico abaixo, é onde 51% das empresas elaboram o programa orçamentário de forma errônea, sendo feito por apenas uma pessoa, quando o certo seria por todos o departamentos e pessoas ligadas à cúpula diretiva da empresa.



Um dos grandes fatores positivos na elaboração desse trabalho foi constatar que apesar de grande parte dos empresários acailandenses não utilizarem o programa orçamentário, eles têm plena consciência da importância da aplicabilidade do mesmo, o que fica evidente no gráfico a seguir em que 98% dos empresários afirmaram que o planejamento e controle são de estrema importância para a sobrevivência e desenvolvimento das empresas.




Sem o programa orçamentário é impossível a empresa prever o futuro, realizar atividades no presente, bem como comparar com os resultados passados. As empresas de Açailândia devem atentar para esse fato, pois é fundamental para que ocorra o desenvolvimento necessário do município.


OBS.: Marcos Camelo é formado em Administração de Empresas - UEMA
Pós-graduando-se em Gestão Pública Municipal - Faculdade Atenas Maranhense FAMA

Maiores informações sobre este trabalho podem ser adquiridas na Associação Comercial de Açailândia e Universidade Estadual do Maranhão.